
Cão Orelha tinha 10 anos e foi espancado por adolescentes
Reprodução/Redes Sociais
Resumo
A Polícia Civil de Santa Catarina atualizou o inquérito sobre a morte do cachorro comunitário Orelha, em Florianópolis, confirmando que um dos adolescentes inicialmente suspeitos foi considerado testemunha após análise de imagens e provas, descartando sua presença no local do crime.
O cronograma de depoimentos segue em andamento, com um adolescente já ouvido e outro aguardando depoimento em sigilo, enquanto investigadores descartaram envolvimento de desafios de redes sociais e relação com outra tentativa de afogamento na mesma praia.
Três adultos foram indiciados por suspeita de coação de testemunhas, o caso gerou forte comoção nacional, resultou em manifestações em diversas capitais e permanece sob sigilo para proteção dos menores, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.
A Polícia Civil de Santa Catarina atualizou as informações sobre o inquérito que apura a morte do cachorro comunitário Orelha, em Florianópolis (SC). Um dos adolescentes, que anteriormente teve a imagem divulgada como suspeito, passou à condição de testemunha. De acordo com as autoridades, a análise das imagens de segurança e as provas apresentadas pela família confirmaram que o jovem não estava na Praia Brava no momento do crime.
A polícia informou que o cronograma de depoimentos segue em andamento: um dos adolescentes envolvidos já foi ouvido. Um segundo jovem deve prestar depoimento nos próximos dias, mas a data e local são mantidos em sigilo para preservar as apurações. Investigadores também descartaram, até o momento, a relação do crime com "desafios" de redes sociais promovidos por grupos criminosos e a tentativa de afogamento de um cão vira-lata, na mesma praia.
Além dos adolescentes, três adultos foram indiciados sob suspeita de coagirem pelo menos uma testemunha.
Relembre o caso
O cão Orelha foi brutalmente agredido no dia 4 de janeiro. Devido à gravidade dos ferimentos, o animal precisou ser submetido à eutanásia. O caso gerou forte comoção e segue sob sigilo absoluto, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para proteger a identidade dos menores envolvidos.
Na semana passada, o caso motivou denúncias de outros casos de violência contra animais em várias partes do Brasil. Neste sábado (31), manifestações pedindo justiça por Orelha aconteceram simultanemante em várias capitais brasileiras, como São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).
