
Cão Caramelo sofreu tentativa de afogamento; polícia descarta envolvimento do grupo de adolescentes
Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil de Santa Catarina descartou a hipótese de que os adolescentes acusados de espancar o Cão Orelha, em Praia Brava (SC) teriam tentado afogar o cachorro vira-lata Caramelo, que posteriormente foi adotado pelo delegado Ulisses Gabriel, e era companheiro de Orelha.
Nesta sexta-feira (30), o delegado Renan Balbino, da Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE), disse que um dos quatro adolescentes envolvidos no caso foi ouvido e negou a presença na Praia no momento das agressões. O celular dele foi apreendido e passará por uma extração de dados para confirmar o álibi. A princípio, a participação dele no crime também está sendo descartada pela investigação. Agora, segundo Balbin, a polícia segue com a análise de provas para identificar o grau de envolvimento dos outros jovens apontados no caso. A investigação também descartou, até o momento, que o grupo tivesse participado de um desafio de rede social.
Três adolescentes já foram ouvidos pela polícia. As demais oitivas ainda não têm data definida, mas ocorrerão com a presença de um responsável legal, na semana que vem, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A participação de um advogado é facultativa.
A[Veja como denunciar crimes de maus-tratos a animais
O cão Orelha morreu no início de janeiro após ser brutalmente espancado. O crime gerou forte comoção local, mas a Polícia Civil só foi notificada oficialmente no dia 16 de janeiro. Caramelo, companheiro de Orelha também teria sido vítima de maus-tratos ao sofrer uma tentativa de afogamento. Inicialmente, as autoridades apontaram que o mesmo grupo que agrediu Orelha teria sido autor deste crime.
Além das agressões contra os animais, os adolescentes são alvo de investigações por outros atos ilícitos ocorridos na região durante o mês de janeiro. A lista de infrações inclui furto de bebidas alcoólicas, danos ao patrimônio e perturbação do sossego. De acordo com a Polícia Civil, cada ocorrência será apurada de forma individual, por meio de autos próprios de apuração de ato infracional, correndo paralelamente ao caso dos maus-tratos.
