
Alunos do 4º ano terão aulas sobre a proteção e prevenção de maus tratos
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A Prefeitura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, oficializou nesta semana a continuidade do programa Educar para Cuidar como política pública permanente na rede municipal de ensino. A iniciativa, que une educação e proteção animal, tem como foco os estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental, alcançando mais de 120 unidades escolares.
O projeto é fruto de uma parceria estratégica entre a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) e a Secretaria Municipal de Defesa e Proteção dos Animais (SEMDEPA). O objetivo central é formar cidadãos mais conscientes e empáticos, utilizando a escola como o principal vetor para combater o abandono e a violência contra cães e gatos.
Foco na guarda responsável e sustentabilidade
Diferente de palestras tradicionais, o programa leva médicos-veterinários e protetores para dentro da sala de aula. Durante as atividades, os alunos aprendem conceitos fundamentais sobre a guarda responsável, que incluem desde o calendário de vacinação e vermifugação até a importância do lazer e da alimentação adequada para o bem-estar dos pets.
Além do cuidado direto com os animais, o "Educar para Cuidar" possui um forte pilar de educação ambiental. Em oficinas práticas, os estudantes são incentivados a reutilizar materiais que seriam descartados, como pneus, garrafas PET e papelão, para a confecção de caminhas, brinquedos e arranhadores. Esses itens são posteriormente doados para abrigos e protetores independentes da região.
Impacto social e prevenção
A escolha do ambiente escolar para essa conscientização não é por acaso. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) reforçam que a maioria dos casos de maus-tratos ocorre no ambiente doméstico. Ao educar as crianças, a prefeitura aposta no efeito multiplicador: os alunos levam o conhecimento para seus pais e vizinhos, ajudando a quebrar ciclos de negligência.
Até o final do último ano letivo, o programa já havia contabilizado a reutilização de cerca de 500 kg de resíduos e a produção de centenas de itens utilitários para animais resgatados. Com a oficialização como política permanente, a expectativa é que o modelo de Nova Iguaçu sirva de exemplo para outros municípios do estado do Rio de Janeiro.

