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Marinho pede "exorcismo ético" no RJ: "Não falta dinheiro, sobra ladrão"

Pré-candidato ao governo do Rio falou de seu projeto para recuperar o Estado financeiramente e disse que gestões passadas "mergulharam o Estado em um inferno"

Da redação
DA REDAÇÃO

07/07/2026 • 17:45 • Atualizado em 07/07/2026 • 18:12

O empresário e youtuber André Marinho participou nesta terça-feira (7) da sabatina da BandNews TV com os pré-candidatos ao governo do Rio de Janeiro. Em sua primeira disputa a um cargo público, André falou de seu projeto para recuperar o Estado financeiramente, disse que os ex-governadores "mergulharam o Rio em um inferno" e prometeu "exorcismo ético" e "dedetização" em uma possível nova gestão.

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"O fato que está posto é que o Estado do Rio está em uma encruzilhada histórica. Olha o que os super experientes gestores públicos, que criaram esse modelo político fizeram. Mergulharam o Rio de Janeiro no inferno. Todos eles cassados e afastados, inelegíveis e na sarjeta da desonra. Trago uma candidatura que representa uma ruptura necessária neste momento com essa elite política corrupta", disse.

André fez um discurso de combate à corrupção e de como pretende usar o orçamento superior a R$ 100 bilhões. "No Rio de Janeiro não falta dinheiro, sobra ladrão em todas as instâncias. E algo que está pacificado a partir das minhas andanças e de todas as articulações que eu tenho tido é de que todo mundo sabe exatamente onde estão os vespeiros, os gargalos, os obstáculos, os bandidos armados e engravatados em coluio que estão sugando as forças produtivas do Estado do Rio de Janeiro".

Marinho ainda adiantou dois nomes de sua possível futura gestão: Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES e do IBGE, a quem definiu como "grande estrategista econômico" e "apaixonado incurável pelo Rio de Janeiro", e Rogério Greco, atualmente Secretário de Justiça e Segurança Pùblica de Minas Gerais para ser o "chefe do Superconselho de Segurança". Segundo o pré-candidato, "gente de quilate" para fazer o Rio recuperar o protagonismo nacional.

"Claro que a gente tem uma dívida aparentemente insolúvel, impagável com a União, que vem desse abandono histórico de lideranças no passado do Estado do Rio de Janeiro, que abdicaram do papel de protagonista e aceitaram de forma totalmente subalterna, totalmente covarde, fraca e omissa essa drenagem do Estado, de toda a sua força produtiva. A gente precisa fazer o resgate desse protagonismo com muito pé no chão, mas também com visão. A gente precisa de uma capacidade de investimento, uma agenda de investimento, uma agenda também de segurança que passa por propiciar esse ambiente necessário"

Outros temas da sabatina

Dívida pública

"A gente precisa ir agressivamente na canela de todos os devedores. A gente precisa fazer um pente fino, sem precedentes também, uma auditoria permanente, revisão de contratos, fazendo sequência necessária nesse exorcismo ético realizado pelo desembagador Ricardo Couto (governador interino)".

Preparo para o cargo

"Eu sou o único pré-candidato ao governo e afirmo aqui, da forma mais enérgica possível, o único, sem rabo preso, sem padrinho político, sem dever a minha alma, sem ter hipotecado a minha alma para todo tipo de chefe de cartel de empreiteira. Mmuito menos ser um Frankenstein igual todos os meus adversários que estão grampeados com todo tipo de loteamento, apadrinhamento e também ou são corrompidos ou corruptos até a medula. Então eles são a garantia da continuidade desse modelo político que mergulhou o Rio de Janeiro no inferno".

"A gente precisa ter independência necessária para repactuar as forças produtivas do Rio de Janeiro e focar na revolução da segurança pública, que a gente precisa, primeiro, tempo, recursos, capital político e liderança, principalmente, para ter essa liderança, todos os grandes líderes ao longo história, foi a capacidade de antevisão, de se antecipar os problemas e eu estou formando a melhor equipe de gente gabaritada, experimentada, de altíssimo quilate para poder, junto comigo, revolucionar e resgatar a alma do nosso Rio de Janeiro".

Plano 'Sai fuzil, entra Brasil'

“O nosso plano 'Sai fuzil, entra Brasil', será anunciado logo mais. Ele tem cinco pilares aqui que são inegociáveis. Primeiro, a nossa capacidade de fechar as fronteiras do estado do Rio de Janeiro, que são uma verdadeira piada, a perfeita representação do estado de abandono e de omissão dos nossos governantes”.

“Segundo ponto, a gente precisa fazer um plano sem precedentes. também de retomada e reintegração territorial. Eu vi, e longe disso de ser apenas um discurso punitivista, é um imperativo civilizacional, é realmente para poder defender todas aquelas grandes populações que estão ali vivendo sob a lei do fuzil, humilhadas, escorraçadas por vagabundo de fuzil faccionado. A estimativa mais conservadora hoje são de 80 mil faccionados no fuzil, enquanto nós temos na ativa, hoje na Polícia Militar, 44 mil homens e mulheres e na Polícia Civil 7.900, sendo que muitos em funções administrativas. A gente precisa poder fazer esse enfrentamento para devolver o Brasil para os brasileiros. A soberania de verdade é não viver sob toque de recolher e não acordar com um cadáver do lado da sua casa. como essa é a grande batalha do nosso tempo”.

“O terceiro ponto, naturalmente, é secar o dinheiro, estrangular o dinheiro a operação Asfixia que está sendo arquitetada pelo nosso Superconselho de Segurança. Eu tenho certeza, se a gente gastar em torno de R$ 800 milhões até R$ 1 bilhão, a gente consegue fazer a reconquista territorial e destruir ali o modelo de extorsão baseado na conquista territorial por essas milícias e pelos traficantes, recuperando algo em torno de R$ 15 a R$ 20 milhões que está sendo sugado pela clandestinidade e por eles estarem operando esses territórios”.

“O quarto ponto é uma expansão agressiva em relação à nossa capacidade carcerária. É uma bomba relógio. É uma questão de vida ou morte, eu diria para o nosso Estado, com os 49 equipamentos públicos prisionais do Estado do Rio de Janeiro que viraram escritórios do crime, despachando todas as ordens, vindo das principais celas, rodeadas de tomadas, rodeadas de todo tipo de comunicação com o mundo exterior. Isso é uma piada. Geralmente você precisa de alguém de fora que não está com o rabo preso ou que não está com a imaginação cansada, que não consegue achar esse tipo de coisa normal e que não está anestesiado pelo absurdo, cúmplice de todas as autoridades que todos os meus adversários representam”.

“E, por último, eu acho que a gente tem que valorizar os nossos policiais como nunca antes. Tem uma crise de uma tropa que está doente, escorraçada, desmoralizada. O número de auto-extermínio, suicídio policial é maior do que o número de mortes em ocorrências. Isso é a falência total desse modelo de enxugar gelo, do cão correndo atrás do próprio rabo, de só ficar mitigando danos. E pode ter certeza que terá uma revolução tecnológica, tática e operacional com as articulações internacionais que eu tenho feito com a gigante tecnologia do Vale do Silício e principalmente com as principais agências do governo americano. Eu não quero mais ver a mãe de Irajá ou de Jardim América tendo que voltar simplesmente ali suando frio e tendo que render os seus bens”.