
Javier Milei, presidente da Argentina, e Flávio Bolsonaro
Reprodução/@OPRArgentina/X
O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta sexta-feira (10) que planeja viajar ao Brasil para demonstrar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de outubro. O libertário pretende visitar São Paulo no próximo dia 25, quando ocorre a convenção que deve oficializar o senador como presidenciável.
O anúncio foi feito durante entrevista à Radio NOW. Milei disse que passará por São Paulo e depois seguirá para Brasília a fim de "cumprimentar Jair Bolsonaro", que cumpre prisão domiciliar.
A viagem daria sequência à aproximação recente entre os dois: o argentino recebeu Flávio em 29 de junho na Quinta de Olivos, residência oficial da presidência argentina, onde se reuniram por cerca de uma hora.
Na ocasião, afirmou ter "certeza de que a onda azul vai chegar ao Brasil neste ano", em referência à cor associada à direita. "Obrigado por todo carinho e consideração, Javier Milei. Você é um exemplo para o mundo. Que a maré azul liberte todas as Américas", respondeu Flávio após a visita.
O presidente argentino também disse ter planos de viajar ao Peru e à Colômbia para prestigiar as posses de Keiko Fujimori e Abelardo de la Espriella, agendadas para 28 de julho e 7 de agosto, respectivamente. Ambos são de direita e substituem líderes de esquerda em seus países.
Milei comemorou no X (antigo Twitter) a vitória dos dois nas últimas eleições e compartilhou o chamado "mapa ideológico", que ilustra a mudança de pêndulo político na região.
O gesto de apoio a Flávio contrasta com a relação de Milei com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora as relações diplomáticas e comerciais entre Brasil e Argentina se mantenham ativas, o vínculo pessoal entre os dois líderes é conturbado.
Os dois se encontraram apenas em cúpulas internacionais. O primeiro cumprimento ocorreu na cúpula do G20 no Rio de Janeiro, em 2024 – em um encontro descrito como gélido.
O histórico de atritos é anterior. Durante a campanha presidencial argentina, Milei chegou a chamar Lula de "corrupto" e afirmou que nunca se encontraria com o petista.
Naquele pleito, em 2023, marqueteiros que atuaram em campanhas do PT viajaram a Buenos Aires para auxiliar a candidatura do peronista Sergio Massa, derrotado por Milei.
Com Estadão Conteúdo
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

