
Patrus Ananias, deputado federal
Thiago Cristino/Câmara dos Deputados
O deputado federal Patrus Ananias (PT) se tornou a bola da vez para encabeçar a chapa do partido ao governo de Minas Gerais. Desde que foi citado como opção em uma reunião com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início da semana, as conversas avançaram, e a definição depende agora de um diálogo direto entre o presidente e o parlamentar.
Embora o martelo não esteja totalmente batido, integrantes do PT afirmam nos bastidores que Patrus é, hoje, o favorito. Na quinta-feira (9), o presidente da sigla, Edinho Silva, ligou para o deputado para sondá-lo sobre uma conversa com Lula.
Segundo apurou o Estadão, Patrus, que no momento da ligação cumpria agenda de pré-campanha a deputado no Norte do Estado, topou discutir a candidatura ao Executivo. A expectativa é que o encontro com Lula ocorra a partir da próxima terça-feira (14) quando ele retorna a Brasília.
Além da discussão eleitoral, aliados afirmam que Patrus levará ao presidente um projeto de lei de sua autoria que transforma o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) em Universidade Tecnológica Federal de Minas Gerais (UTFMG). A proposta foi aprovada há poucos dias pelo Senado e depende de sanção presidencial para virar lei.
A assessoria de imprensa do deputado informou, em nota, que ele "foi procurado pela direção nacional do PT para avaliar a possibilidade de assumir a candidatura ao governo de Minas Gerais, em sintonia com o projeto político nacional".
O texto acrescenta que Patrus "entende que tal desdobramento deveria ser discutido diretamente com o presidente Lula, o que até o momento não ocorreu, além das instâncias partidárias estadual e nacional".
Na ligação, Edinho disse a Patrus que, em pesquisas internas, ele tem pontuação próxima à de Marília Campos (PT). A ex-prefeita de Contagem havia se tornado a primeira opção do partido após o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) recusar o convite de Lula para ser candidato a governador.
Marília, no entanto, resistiu à pressão do presidente e de quadros do PT mineiro e optou por manter-se como pré-candidata ao Senado. No processo, defendeu que o partido apoiasse o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares (PSB) ou o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB).
O PT, contudo, insistiu na tese da candidatura própria, contexto em que o nome de Patrus ganhou força. O deputado era ministro do Desenvolvimento Social quando o Bolsa Família, uma das principais marcas da gestão petista, foi implementado no primeiro governo de Lula. Também foi prefeito da capital mineira na década de 1990.
Não é apenas o PT que enfrenta dificuldades para fechar o palanque em Minas. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aposta no senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que já adiou sucessivas vezes o anúncio da candidatura.
O parlamentar, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo mineiro, havia prometido decidir após o fim da Copa do Mundo, que termina no próximo dia 19, mas, em discurso no Senado, cogitou deixar a definição para agosto, perto do prazo final de registro.
O tabuleiro conta ainda com outros nomes já postos: o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, reafirmado como pré-candidato pelo PDT, e o atual governador, Mateus Simões (PSD).
Com Estadão Conteúdo
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