
Flávio Bolsonaro
REUTERS/Adriano Machado
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do seu partido, após o colega ser alvo de uma operação da Polícia Federal e ter R$ 119,2 milhões de seus bens bloqueados por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
O pré-candidato à Presidência afirmou em suas redes sociais que Valdemar saberá explicar as suspeitas levantadas contra ele e destacou ser “lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo”.
A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar. --Flávio Bolsonaro
O parlamentar defendeu que a atuação do presidente do PL junto a deputados federais é uma prática "natural e legítima" na democracia. Valdemar é alvo de uma investigação sobre um suposto esquema irregular na destinação de emendas parlamentares.
Contexto da investigação
O ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar. A decisão baseou-se em indícios de que ele, mesmo sem mandato parlamentar, exerceria influência direta sobre 21 emendas, utilizando servidoras da Câmara para operacionalizar o que a PF descreve como "arranjo decisório paralelo".
Segundo o relatório da investigação, o esquema contava com o auxílio das servidoras Mariângela Fialek e Nara Brum para conferir uma aparência de legalidade a indicações de verbas que atendiam aos interesses pessoais e políticos de Valdemar.
A defesa técnica de Valdemar Costa Neto também contestou a decisão, classificando as premissas como "frágeis e subjetivas" e afirmando que não há provas de vantagem pessoal ou crime
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