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Lula deve se reunir com Hugo Motta para discutir fim da escala 6x1

Encontro entre o petista e o presidente da Câmara está previsto para acontecer às 9h desta segunda-feira (25)

da redação com beatriz matos
DA REDAÇÃO COM BEATRIZ MATOS

25/05/2026 • 07:58 • Atualizado em 25/05/2026 • 07:58

Lula e Hugo Motta na abertura do Ano Judiciário de 2026

Lula e Hugo Motta na abertura do Ano Judiciário de 2026

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) deve se reunir, nesta segunda-feira (25), com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.

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O encontro entre os políticos está previsto para acontecer às 9h. Porém, a reunião não consta nas agendas de Lula e de Hugo Motta até a última atualização desta reportagem.

A reunião entre Lula e Hugo Motta acontece no mesmo dia que o relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), irá apresentar seu parecer final sobre a proposta, na comissão especial da Câmara dos Deputados. Projeto deve ser votado após leitura do documento.

A comissão, criada em abril, analisa texto que une as propostas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que propõe escala para 36 horas semanais em um prazo de dez anos, e da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê escala 4x3, com prazo de 360 dias para entrar em vigor.

O colegiado, composto por 37 membros titulares e igual o número de suplentes, discutiu o projeto durante as últimas semanas tendo convidado membros da classe trabalhadora e empresários, além do Ministro da Fazenda, Dario Durigan. Também foram realizadas audiências públicas em diversas cidades do país.

Leo Prates já afirmou que quer a redução da jornada de trabalho, das atuais 44 horas, para 40 horas semanais, mas defendeu que esse teto seja negociado entre empregados e patrões. “Nós estamos dando um teto, mas as convenções coletivas regulam”, afirmou ele.

O que estou dando é flexibilidade para que patrão e empregado negociem. Nós não temos as especificidades. Nós estamos dando um teto, mas as convenções coletivas regulam. Se colocarmos no parâmetro constitucional ‘determino que será semanalmente’ eu vou engessar, causar um problema para todo esse sistema. --Léo Prates.

Se aprovado, o relatório do relator seguirá para votação no plenário da Câmara, o que deve acontecer já na próxima quinta-feira (28), segundo previsão do próprio relator.