O advogado-geral da União, Jorge Messias, comentou na noite desta quarta-feira (29) a rejeição sofrida no plenário do Senado. “Faz parte do processo democrático saber ganhar e saber perder, mas não é fácil para alguém com minha trajetória passar por uma rejeição”.
Mas aprendi que minha vida está nas mãos de Deus e Ele sabe de todas as coisas. Eu cumpri meu propósito. Às vezes, as respostas que temos não são as que gostaríamos, mas temos que aceitar. Lutei o bom combate, como todo cristão e preciso aceitar o plano de Deus.
Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma vaga no STF. Por conta disso, ele foi sabatinado por cerca de 8 horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta, e chegou a ter o nome aprovado por 16 votos a 11 na comissão.
No plenário da Casa, no entanto, ele teve o nome rejeitado, com 42 votos contrários e 34 a favor. “Sou grato pelos votos que recebi. Todo mundo cumpre um propósito, eu cumpri o meu. Falei a verdade, falei o que sinto, demonstrei o que sinto”, disse Messias após a votação.
“Estou tranquilo, em paz, leve e, de coração, agradeço. Bola para frente, vamos seguir nossas vidas, sou um servidor público de carreira, concursado, não preciso de um cargo público para me sustentar”, completou.
Na sabatina, Messias falou de assuntos polêmicos, como aborto, demarcação de terras e conflitos entre os poderes. Também disse que seu "padrão de conduta é transparência, impessoalidade, imparcialidade, sobriedade, neutralidade, seriedade e espírito público”.
Quem é Jorge Messias
Jorge Rodrigo Araújo Messias tem 46 anos e está no comando da Advocacia-Geral da União (AGU) desde 1º de janeiro de 2023, início do terceiro mandato de Lula. À frente da AGU, ele atua na representação jurídica do Executivo federal e na defesa de políticas públicas perante o Judiciário.
Nascido no Recife, Messias é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007 e é formado em direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE). Ele tem títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB).
Messias construiu carreira na área jurídica ligada ao setor público. Antes de chefiar a AGU, ocupou funções em órgãos federais e integrou equipes jurídicas de governos do PT.
Durante o governo Dilma Rousseff, participou da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência.
Com a mudança de governo em 2023, retornou ao primeiro escalão, indicado por Lula para comandar a AGU. No cargo, tem atuado em ações no Supremo e em outros tribunais superiores.
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