
Água contaminada pode transmitir doenças
Prefeitura Municipal de São Cristóvão
A ingestão de água contaminada permanece como um dos principais gargalos da saúde pública no Brasil, impactando diretamente o público infantil. Como o sistema imunológico das crianças ainda está em formação, elas se tornam as principais vítimas de internações hospitalares causadas por patógenos presentes na água.
Veja quais são as principais doenças de veiculação hídrica e os cuidados essenciais para evitar surtos no ambiente escolar.
1. Doenças Diarreicas Agudas (DDA)
Este é o grupo mais frequente de enfermidades, caracterizado pelo aumento das evacuações e fezes amolecidas.
Agentes: Bactérias (Escherichia coli e Shigella), vírus (Rotavírus) e parasitas.
No ambiente escolar: A propagação é veloz, ocorrendo via fecal-oral ou pelo compartilhamento de bebedouros sem a higienização adequada.
2. Hepatite A
Infecção viral que atinge o fígado, sendo altamente contagiosa em locais com saneamento deficiente.
Sintomas de alerta: Pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura (cor de chá ou café), fezes claras, fadiga e náuseas.
Transmissão: Ocorre pelo consumo de água ou alimentos que tiveram contato com fezes infectadas.
3. Verminoses e Parasitoses
Cistos e ovos de parasitas sobrevivem facilmente na água, causando quadros que podem comprometer o desenvolvimento da criança.
Giardíase: Provoca dor abdominal e má absorção de nutrientes, podendo prejudicar o crescimento.
Amebíase: Pode gerar quadros mais graves com diarreia acompanhada de sangue e muco.
Ascaridíase (Lombriga): A ingestão de ovos do verme pode levar a infestações intestinais severas.
4. Febre Tifoide
Causada pela bactéria Salmonella Typhi, é uma doença grave que exige intervenção médica imediata com antibióticos.
Sintomas: Febre alta e prolongada, dor de cabeça intensa, falta de apetite e manchas rosadas no tronco.
5. Cólera
Embora menos comum em grandes centros urbanos, a cólera é famosa pela velocidade com que debilita o paciente através da chamada diarreia "água de arroz".
Risco fatal: A desidratação é extremamente rápida, podendo levar ao óbito em poucas horas se não houver reposição imediata de líquidos e eletrólitos.
Como proteger as crianças na escola?
A prevenção exige um esforço conjunto entre gestão escolar e educação doméstica. Confira as medidas fundamentais:
Manutenção de caixas d'água: A limpeza deve ser realizada rigorosamente a cada seis meses.
Filtros e bebedouros: Garantir que o bico dos bebedouros seja higienizado diariamente e orientar as crianças a não encostarem a boca diretamente no equipamento. O uso de garrafas individuais é a melhor opção.
Educação em higiene: Reforçar o hábito de lavar as mãos com sabão após o uso do banheiro e antes das refeições.
Tratamento adicional: Em locais onde a qualidade da água é duvidosa, o uso de água filtrada ou fervida para o preparo da merenda é indispensável.
A hidratação é fundamental para o aprendizado, mas garantir que essa água seja pura é o primeiro passo para manter os alunos saudáveis e dentro da sala de aula.

