Saúde

Reganho de quem usa canetas emagrecedoras é 4 vezes mais rápido, diz estudo

Segundo a pesquisa, interromper os medicamentos sem acompanhamento especializado acelera o reganho de peso em comparação com pessoas que emagrecem por meio de dieta e atividade física

Da redação
DA REDAÇÃO

08/01/2026 • 11:11 • Atualizado em 08/01/2026 • 11:11

Canetas emagrecedoras

Canetas emagrecedoras

Freepik

Uma pesquisa publicada no British Medical Journal (BMJ) aponta que pessoas que utilizam as chamadas “canetas emagrecedoras” recuperam peso em um ritmo até quatro vezes maior do que aquelas que emagrecem por meio de dieta e atividade física, após a interrupção do tratamento.

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O estudo, que analisou dados de 37 pesquisas com mais de 9,3 mil participantes, mostra que usuários de medicamentos para controle do peso — como semaglutida e tirzepatida — apresentam um reganho médio de 0,4 kg por mês depois de parar o uso. Já entre pessoas que participaram apenas de programas comportamentais, baseados em reeducação alimentar e exercícios físicos, o reganho é de cerca de 0,1 kg mensal.

Na prática, isso significa que o reganho de peso após o uso de medicamentos é quatro vezes mais rápido do que entre aqueles que emagreceram sem remédios. No caso específico das canetas mais modernas, o ritmo de recuperação pode ser ainda maior, chegando a 0,8 kg por mês, segundo os autores.

Os pesquisadores estimam que, após a interrupção dos medicamentos, o peso tende a voltar ao nível inicial em aproximadamente 1,7 ano, enquanto quem emagrece com dieta e atividade física leva, em média, quase quatro anos para recuperar o peso perdido. A diferença se mantém mesmo quando a comparação é feita entre pessoas que perderam a mesma quantidade de quilos.

Além do peso, o estudo destaca que os benefícios metabólicos conquistados durante o uso das canetas — como melhora da glicemia, da pressão arterial e dos níveis de colesterol — também se perdem com o tempo e tendem a retornar aos valores anteriores ao tratamento em até 1,4 ano após a suspensão.

Para os autores, os dados reforçam que a obesidade é uma doença crônica e que o uso de medicamentos por períodos curtos, sem uma estratégia de longo prazo, pode não ser suficiente para garantir resultados duradouros. Apesar da eficácia das canetas emagrecedoras no curto prazo, o estudo indica que a manutenção do peso é mais difícil quando o tratamento é interrompido, em comparação com abordagens baseadas em mudanças de hábitos.

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