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Acordo Mercosul-UE está alinhado a objetivos ambientais, diz ministra

Segundo Marina Silva, texto enfrenta a mudança do clima

Da redação
DA REDAÇÃO

11/01/2026 • 05:08 • Atualizado em 11/01/2026 • 05:08

Marina Silva acredita que posicionamento ambiental no Mercosul foi decisivo

Marina Silva acredita que posicionamento ambiental no Mercosul foi decisivo

Reprodução/Mapa

Resumo

A aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia pela Comissão da UE foi celebrada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que destacou o alinhamento do texto às agendas ambientais, sociais e econômicas e ressaltou a importância dos compromissos assumidos pelos países do Mercosul na condução das negociações.

A redução do desmatamento na Amazônia em 50% e no Cerrado em 32,3% nos últimos três anos, junto à abertura de mais de 500 novos mercados para o agronegócio brasileiro, foi apresentada como resultado da agenda ambiental séria e consistente conduzida pelo governo brasileiro sob a liderança do presidente Lula.

A reafirmação de compromissos pela sustentabilidade ambiental e climática, o reforço à soberania dos países na definição de padrões ambientais, a promoção de produtos da bioeconomia, a valoração dos serviços da natureza e as salvaguardas para prevenir impactos negativos são pontos centrais destacados no acordo, que prevê ainda o fornecimento de informações sobre desmatamento e cumprimento da legislação ambiental pelos exportadores.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, comemorou a aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) pela Comissão da UE e avaliou de forma positiva os termos celebrados entre os países que irão compor a maior zona de livre comércio do mundo. “As negociações resultaram em um texto equilibrado e alinhado aos desafios ambientais, sociais e econômicos contemporâneos”, destaca nota oficial divulgada pelo ministério.

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Na avaliação da ministra, o texto do acordo comercial está alinhado a agenda ambiental brasileira, capaz de promover o desenvolvimento ao mesmo tempo em que protege a natureza e enfrenta a mudança do clima.

“Em três anos, conseguimos reduzir o desmatamento na Amazônia em 50% e em 32,3% no Cerrado e, ao mesmo tempo, abrir mais de 500 novos mercados para o agronegócio do país”, reforça.

Para Marina Silva, a condução dessa agenda pelo governo brasileiro e os compromissos ambientais assumidos pelos países do Mercosul foram definitivos para que o conselho do bloco europeu finalizasse as negociações de forma favorável. “Depois de 25 anos, a aprovação deste acordo está ancorada na confiança de que o governo do presidente Lula conduz uma agenda ambiental séria, consistente e comprometida com resultados”, diz.

Destaques

Entre os pontos fortes do acordo comercial destacados na nota do MMA estão a reafirmação de compromissos pela sustentabilidade ambiental e climática dos países envolvidos. A exemplo da adoção do princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas e do reforço à soberania na definição dos padrões ambientais de cada país.

O documento também avança ao considerar instrumentos financeiros das agendas de clima e biodiversidade, como a possibilidade de valoração dos serviços prestados pela natureza e o financiamento ambiental.

A promoção de produtos da bioeconomia e bens sustentáveis também entraram no acordo de comércio entre os blocos, que prevê ainda o fornecimento de informações sobre desmatamento e o cumprimento da legislação ambiental pelos países exportadores.

As salvaguardas estabelecidas pelo texto, de acordo com o comunicado do MMA, previnem impactos ambientais negativos e asseguram que a ampliação do comércio contribua para a promoção da sustentabilidade.

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