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Carne suína: exportações do Brasil caem entre junho e julho

Queda na demanda da Ásia, em especial das Filipinas, provoca retração nos envios após forte ritmo de compras no primeiro semestre de 2026

Da redação
DA REDAÇÃO

13/08/2026 • 14:53 • Atualizado em 13/08/2026 • 14:54

Exportações de carne suína do Brasil recuam com menor demanda das Filipinas

Exportações de carne suína do Brasil recuam com menor demanda das Filipinas

CNA/Trilux

As exportações brasileiras de carne suína registram recuo na transição entre os meses de junho e julho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que a retração é motivada, sobretudo, pela redução no volume de compras efetuado por países asiáticos, com destaque para as Filipinas, principal destino da proteína nacional no mercado internacional.

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Segundo os dados do Cepea baseados nas estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a diminuição dos embarques reflete um movimento de ajuste natural do mercado.

As Filipinas mantiveram um ritmo acelerado de importações durante todo o primeiro semestre de 2026, o que permitiu a formação de estoques locais mais elevados e resultou no arrefecimento da procura no último mês.

Histórico de recuo nas exportações no segundo semestre

A oscilação observada no período não representa um evento isolado no setor produtivo. Conforme destaca a análise do Centro de Pesquisas, variações negativas no volume de proteína animal embarcada na passagem para o segundo semestre ocorrem de forma recorrente.

A série histórica dos últimos dez anos revela que retração semelhante em julho foi registrada em cinco oportunidades, incluindo o ano passado. Naquele período, números apurados pela Secex também indicaram desaceleração nas aquisições por parte de grandes parceiros comerciais do continente asiático, como China, Japão e a próprias Filipinas.

A dinâmica das exportações de carne suína segue monitorada pelos agentes do agronegócio, que acompanham a capacidade de absorção dos estoques internacionais e a evolução da demanda global pela proteína brasileira ao longo dos próximos meses.