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CMN reduz juros e amplia limites em linhas do crédito rural para 2026/27

Governo reduz taxas de juros para o Pronaf e agricultura empresarial, visando baratear o custo de produção e impulsionar o investimento no campo nesta safra

VIVIANE TAGUCHI

01/07/2026 • 12:35 • Atualizado em 01/07/2026 • 12:37

O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou nesta quarta-feira (1) as novas taxas de juros para o crédito agrícola do ano safra 2026/27. A decisão, tomada em reunião extraordinária, visa ajustar o financiamento às diretrizes do Plano Safra 2026/27, buscando impulsionar a produtividade no campo e aliviar o custo financeiro para agricultores familiares e empresariais.

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O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) apresenta mudanças significativas no cenário de custos para o novo ciclo. As linhas de crédito destinadas a esse público contam agora com taxas de juros mais acessíveis.

As linhas principais, que operavam a 8,0% ao ano, tiveram redução para 7,5% ao ano. Aquelas que possuíam taxas de 6,0% ao ano foram reduzidas para 5,5% ao ano.

Visando incentivar práticas mais sustentáveis, o governo aplicou uma redução expressiva para custeio em sistemas orgânicos e produtos da sociobiodiversidade. Nestes casos específicos, a taxa de juros caiu de 2,0% para apenas 1,0% ao ano.

Ajustes na agricultura empresarial

Para o segmento da agricultura empresarial, o Conselho Monetário Nacional também aprovou medidas de fomento. O objetivo é garantir que o produtor tenha condições mais favoráveis tanto para o custeio da safra quanto para a comercialização de seus produtos, além de incentivar investimentos em tecnologia e infraestrutura.

Nas operações de custeio e comercialização, os juros recuaram de 14% ao ano para 12,5% ao ano. A categoria de investimento registrou a queda mais expressiva, com taxas reduzidas de 12,5% ao ano para 1,5% ao ano. O crédito voltado às cooperativas agropecuárias também acompanhou a tendência de baixa, saindo de 14% ao ano para 12,5% ao ano.

A medida entra em vigor imediatamente, alinhando as condições de financiamento às expectativas do governo federal para o setor neste ano safra. Essas mudanças são cruciais para o planejamento financeiro dos produtores, impactando diretamente o investimento em insumos e a capacidade de armazenamento e logística das colheitas futuras. O setor aguarda agora a liberação dos recursos pelos agentes financeiros para iniciar a aplicação das novas taxas.