
Com fim da cota de exportação, carne bovina brasileira passa a pagar tarifa de 67% na China
Wenderson Araújo/Trilux
O Departamento de Investigação e Medidas de Defesa Comercial do Ministério do Comércio da China (Mofcom) emitiu um alerta ao Brasil nesta segunda-feira (10) confirmando que a cota de importação de carne bovina brasileira atingiu 90% do volume anual total, 1,1 milhão de toneladas, em julho.
Um balanço divulgado pelo governo chinÊs indicou que o volume importado neste ano chega a 995,4 mil toneladas. O limite teto anual fixado pelo governo chinês é de 1,106 milhão de toneladas para a entrada do produto sob a alíquota tarifária padrão de 12%.
A legislação do mecanismo de defesa comercial de Pequim determina que, assim que a cota anual de 100% for preenchida, as cargas subsequentes sofrerão a cobrança de uma tarifa adicional de 55%. O acréscimo fará com que o imposto total de importação sobre a carne bovina brasileira salte para 67% até o fim do exercício.
O anúncio do órgão chinês acende o sinal de alerta no setor frigorífico e entre os exportadores brasileiros. O principal fator de risco é o tempo de trânsito marítimo entre os dois países. A carne brasileira enviada à China demora entre 45 e 60 dias para chegar ao destino e os produtos exportados nos próximos dias, por exemplo, pode chegar ao país quando a cota já estiver esgotada. Caso a liberação alfandegária ocorra após o teto ser atingido, a mercadoria será taxada com a alíquota cheia de 67%, o que pode encarecer a operação e impactar as negociações.
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