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Jogo de cartas sobre árvores do Brasil alerta sobre a proteção da floresta

Jogo que estimula o conhecimento sobre a floresta foi lançado na COP30

Da redação
DA REDAÇÃO

14/11/2025 • 12:12 • Atualizado em 14/11/2025 • 12:12

Jogo de cartas estimula conhecimento sobre a floresta

Jogo de cartas estimula conhecimento sobre a floresta

Guilherme Lemos/Embrapa

Trinta e quatro espécies de árvores brasileiras em um jogo de cartas infantil que une diversão, ciência e educação ambiental. O jogo “Árvores do Brasil”, lançado na AgriZone, espaço dedicado ao agronegócio na COP30, é destinado a crianças a partir de 7 anos de idade e traz espécies dos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.

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“Eu gostei desse jogo. A gente pode conhecer as árvores e aprender o que elas fazem”, disse Eduard, de 9 anos. Já o Nicolas, 11 anos, colecionador de cartas, disse que esse jogo ensina sobre a importância da floresta. “É bom conhecer pra gerente proteger”, contou.

O jogo, que apresenta textos em português e francês, foi desenvolvido no âmbito da cooperação entre Brasil e França, coordenado pelo Cirad, organização francesa de pesquisa agronômica e de cooperação internacional, em parceria com a Embrapa e a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq). Cada carta traz informações gerais sobre a espécie, grau de ameaça, seus usos, altura, diâmetro e longevidade.

Com a curadoria de cinco especialistas da área florestal, o jogo também é um alerta para a conservação e restauração da floresta. A escolha das árvores foi criteriosa e envolveu a valorização da madeira, usos alimentares, medicinais, valor simbólico, interesse paisagístico e indicação para reflorestamento. A araucária, árvore da Mata Atlântica, por exemplo, aparece ao lado do acapu, da Amazônia, como espécies criticamente ameaçadas de extinção.

De acordo com Pierre Marracini, do Cirad, foi um exercício muito interessante e desafiador sintetizar informações científicas nas cartas e trabalhar uma linguagem fácil, interessante e precisa. “O jogo nos obrigou a pensar em cada palavra para que fosse entendida e pertinente para as crianças. O trabalho também foi duro para os pesquisadores, que estão acostumados a palavras rebuscadas”, afirmou.

O pesquisador Milton Kanashiro, da Embrapa, um dos consultores técnicos do conteúdo, afirma que o jogo é um instrumento de educação ambiental e sensibilização desse público tão importante no contexto de mudança climática e risco de das espécies vulneráveis. “Temos que falar de COP, de conservação da biodiversidade, das florestas, de saúde e de alimento com as crianças. A ciência precisa se abrir para novas linguagens e abordagens”, conclui.

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