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Operação Agrofraude prende 17 pessoas acusadas de dar golpe com venda de milho

Grupo aplicava golpe do milho há cerca de cinco anos e já teria movimentado R$ 120 milhões, segundo a Polícia

VIVIANE TAGUCHI

08/10/2025 • 11:15 • Atualizado em 08/10/2025 • 11:15

Organização atraía produtores rurais com bons preços para commodities como o milho

Organização atraía produtores rurais com bons preços para commodities como o milho

Wenderson Araujo/Trilux/CNA

Resumo

Operação Agrofraude: Polícia Civil de Mato Grosso e Goiás prendeu 17 pessoas acusadas de fraudar a venda de milho, com um esquema que movimentou R$ 120 milhões desde 2020. A investigação totaliza 40 suspeitos.

Modus operandi: O grupo se apresentava como intermediário na compra e venda de grãos, enganando produtores rurais e empresas do agronegócio com negociações fictícias e preços atrativos, para depois desaparecer com o dinheiro.

Abrangência e investigação: Foram realizados 19 mandados de busca e apreensão em oito estados brasileiros. A sede da organização está em Cuiabá, com ramificações em outras cidades de Mato Grosso. A investigação continua para apurar estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A Polícia Civil de Mato Grosso e Goiás deflagrou, nesta terça-feira (7) a Operação Agrofraude e prendeu pelo menos 17 pessoas acusadas de aplicar um golpe que envolvia a venda de milho no país. Segundo a polícia, o grupo criminoso vinha atuando em várias regiões do Brasil desde 2020 e já teria movimentado R$ 120 milhões. Ao todo, a investigação envolve 40 pessoas.

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De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos se passavam por intermediários na compra e venda de grãos, atraindo produtores rurais e empresas do setor do agronegócio que atuam em compra e venda de commodities. Após simular as negociações, com preços atrativos, e fechar o negócio, eles sumiam com o dinheiro das vítimas. A investigação apontou que somente em Rio Verde, cidade localizada na região sudoeste de Goiás, o prejuízo passa de R$ 1 milhão.

Durante a Operação Agrofraude, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em cidades como o Distrito Federal e em mais sete regiões: Amazonas, Acre, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Piauí. Mas, de acordo com as investigações, a ‘sede’ da organização está localizada em Cuiabá (MT) e em cidades como Várzea Grande e Campo Verde, ambas em Mato Grosso.

Um inquérito foi instaurado para apurar crimes de estelionato com uso de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá coordenou a operação no estado, com apoio da Diretoria de Atividades Especiais (DAE) e da Diretoria Metropolitana. A análise do material apreendido pode revelar novas conexões da quadrilha, conforme as investigações.

O caso segue sendo investigado para identificar outros envolvidos e rastrear o caminho do dinheiro obtido nos golpes, que usavam principalmente canais digitais para enganar as vítimas.