
Pimentão amarelo e vermelho teve a produção impactada pelo clima
Envato
O pimentão foi o alimento que mais teve alta de preços em 2025 e o que mais contribuiu para pressionar a inflação dos alimentos no ano. Durante todo o ano, o pimentão, em suas diversas versões, registrou picos de preço, impulsionados principalmente por questões climáticas que reduziram a oferta e restringiram a disponibilidade do produto nos principais mercados atacadistas. No ano, de acordo com o índice de preços do IBGE, o produto acumula alta de 40,13%.
A alta expressiva no preço dos pimentões foi sentida em pelo menos quatro meses, com destaque para as variações registradas em junho e setembro. A situação acende um alerta sobre a persistência da pressão inflacionária em hortaliças, apesar do grupo alimentos ter registrado queda, no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) nos últimos três meses. O tomate, por exemplo, foi um dos produtos que contribuiu segurar a inflação.
Pico de preços no atacado
Em meados do ano, a elevação dos preços do pimentão no mercado atacadista foi notável. Em junho de 2025, de acordo com o Índice CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) registrou aumentos significativos no produto. O pimentão amarelo teve um aumento de +73,83%, enquanto o pimentão vermelho subiu +66,54% no Índice CEAGESP.
Essa alta foi parte de um contexto em que o aumento de preços de diversas hortaliças foi agravado pela ocorrência de geada, que afetou a produção e reduziu a entrada de produtos no mercado, indicando um impacto generalizado no setor.
Impacto na inflação oficial
A pressão inflacionária do pimentão não se limitou ao atacado e se manteve meses depois. Em setembro de 2025, o pimentão verde registrou uma variação mensal de +5,8% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país. O aumento levou o pimentão verde a ser o 9º produto com maior alta de preço no mês, reforçando a sensibilidade da hortaliça a fatores como clima e oferta.
A variação acentuada nos preços do pimentão e de outras hortaliças está diretamente ligada à sazonalidade e à vulnerabilidade da produção agrícola aos fenômenos climáticos.
O pimentão (verde, amarelo e vermelho) tem sua oferta e demanda equilibradas em condições normais. No entanto, eventos como as geadas registradas em junho impactam a colheita, resultando em menor volume de produtos no mercado e, consequentemente, na elevação dos preços.
O aumento de preços do pimentão, assim como o de outras hortaliças, afeta diretamente o custo da cesta básica e o poder de compra das famílias. Para o setor do agronegócio, a volatilidade de preços exige do produtor o uso de ferramentas de proteção e planejamento para mitigar os riscos associados ao clima e à oferta.
Outros produtos que compõem a lista dos que ficaram mais caros no ano incluem café, pepino e a manga.
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