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Frio em São Paulo provoca alta no preço da banana; frutas estão queimadas

Clima mais frio no outono dificultou o amadurecimento dos frutos e há menos bananas disponíveis no mercado

Da redação
DA REDAÇÃO

30/06/2026 • 09:39 • Atualizado em 30/06/2026 • 09:39

Frio dificultou o amadurecimento das frutas, que sofrem com o chilling

Frio dificultou o amadurecimento das frutas, que sofrem com o chilling

Freepik

As temperaturas mais baixas e os dias com menos luz solar, registrados desde o início do outono, prejudicaram o desenvolvimento das lavouras de banana no estado de São Paulo. De acordo com dados divulgados por pesquisadores da equipe de Hortifrúti do Centro de Pesquisas Econômicas de Gestão e Negócios (Cepea), a mudança no clima afetou diretamente a velocidade de maturação das frutas. O reflexo imediato para o produtor e para o consumidor foi uma redução na quantidade de mercadoria disponível e o encarecimento da variedade prata nas principais praças paulistas.

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O clima frio e as condições típicas das últimas semanas de junho reduziram o ritmo de crescimento dos bananais paulistas. Segundo os pesquisadores do Cepea, esse cenário atrasou o processo de maturação tanto da variedade nanica quanto da prata, o que resultou no adiamento da colheita nos municípios produtores. Com menos frutas prontas para o corte e envio aos centros de distribuição, a disponibilidade geral no mercado atacadista diminuiu de forma acentuada.

Mesmo com a chegada do fim de mês, período em que a procura do consumidor costuma ser menor na ponta final do varejo, a escassez de produto garantiu o suporte para a elevação dos preços da banana prata. No caso dessa variedade, o frio provocou apenas uma diminuição no tamanho da fruta. A casca não sofreu danos e manteve o padrão visual considerado atrativo pelo mercado comprador.

Geada na casca e absorção do mercado

Já a situação da banana nanica em São Paulo apresenta características diferentes devido aos efeitos do clima rigoroso. As baixas temperaturas provocaram o surgimento de chilling, aquela queimadura pelo frio na casca da fruta (chilling é uma lesão fisiológica causada pela exposição do vegetal a temperaturas baixas, mas acima do ponto de congelamento, provocando o escurecimento da superfície externa).

Apesar de a nanica paulista apresentar uma aparência externa menos atraente devido a essas manchas escuras, o Cepea relata que os lotes continuam sendo totalmente absorvidos pelas redes de distribuição e pelo comércio. Isso ocorre porque a oferta de outras regiões produtoras tradicionais do país, como Santa Catarina, também está bastante limitada pelo mesmo motivo climático. Sem concorrência externa volumosa, a produção de São Paulo mantém seu espaço de venda garantido.

Cenário para as próximas semanas

A expectativa dos analistas do setor agrícola é que os preços sigam pressionados enquanto durar a massa de ar frio sobre as regiões produtoras do Sudeste e do Sul do Brasil. A normalização do calibre das frutas e o retorno do volume regular de colheita dependem diretamente da elevação das temperaturas e do aumento do fotoperíodo (período de exposição à luz solar diária necessário para o desenvolvimento pleno das plantas). Até que as lavouras retomem o ritmo normal de produção, o mercado atacadista deve operar com margens estreitas e repasses pontuais ao consumidor.

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