Um laboratório localizado no Bioparque, na região oeste do Paraná, vem se destacando no cenário nacional ao desenvolver queijos finos que unem tradição, ciência e inovação. A iniciativa combina tecnologia e pesquisa científica para criar novos tipos de queijos finos que possam ser reproduzidos e comercializados por produtores rurais da região, agregando valor à produção leiteira local.
O trabalho do centro de pesquisas tem como foco principal adaptar as técnicas de laboratório para a realidade do campo, facilitando a transferência de tecnologia. Durante a maturação, o queijo passa por transformações diárias até atingir o ponto ideal de consumo, exigindo cuidados constantes, como a viragem diária e o tratamento de lavagem de casca em variedades específicas.
Ciência, afeto e premiação nacional
A liderança do laboratório, conduzida pelo pesquisador Kennedy, alia o rigor científico a memórias afetivas da infância, inspiradas no preparo artesanal de queijos com sua avó materna. Esse zelo em etapas como a prematuração, realizada logo após a prensa, garantiu ao projeto o reconhecimento nacional no setor.
Pelo segundo ano consecutivo, o laboratório conquistou o prêmio de melhor queijeiro do Brasil no Mundial do Queijo, realizado em São Paulo. Entre as variedades premiadas estão os queijos Planeta, Meteoro e Buraco Negro — este último desenvolvido exclusivamente para o concurso.
Além do reconhecimento pelas premiações, o projeto busca estruturar a cadeia produtiva regional. O laboratório oferece suporte técnico contínuo para que os produtores locais invam na fabricação de queijos diferenciados e de alta qualidade, fortalecendo a economia do agronegócio paranaense.
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