
A produção de feijão se divide em três safras no Brasil
Sebastião de Araújo/Embrapa
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (13) uma projeção que aponta para uma produção de 3 milhões de toneladas de feijão no Brasil neste ano. Esse volume representa uma redução de 1,1% na comparação com a projeção divulgada em janeiro e 0,2% em relação ao ano passado. No entanto, o volume projetado traz um alívio para o mercado consumidor e para a balança comercial.
Mesmo com a oscilação negativa, a produção total estimada deve ser suficiente para o abastecimento interno. Na prática, isso significa que o Brasil terá oferta necessária para atender a demanda nacional, dispensando a necessidade de importações do produto.
O Paraná mantém o posto de maior produtor nacional de feijão. A previsão para as terras paranaenses é de 688,4 mil toneladas, o que corresponde a uma fatia de 22,9% de toda a produção do país. Na sequência do ranking de produtividade, Minas Gerais aparece com 514,1 mil toneladas (17,1%), seguido por Goiás com 364,9 mil toneladas e Mato Grosso, que deve entregar 363,4 mil toneladas do grão.
Safras de feijão
A primeira safra de feijão, também conhecida como "safra das águas", apresentou crescimento de 2,6% em fevereiro, chegando a 1,0 milhão de toneladas. Esse volume representa um terço de todo o feijão que será colhido no ano. Nas regiões Nordeste e Sul, houve aumento na produção estimada em 4,7% e 3,6%, respectivamente. Por outro lado, o Norte e o Centro-Oeste registraram quedas sutis na área a ser colhida.
Já a segunda safra, ou "safra da seca", estimada em 1,2 milhão de toneladas, sofreu um recuo de 4,5% em fevereiro. O movimento foi puxado pela região Sul, onde os produtores paranaenses demonstram desestímulo devido aos preços em baixa no mercado.
A terceira safra de feijão, geralmente cultivada em áreas irrigadas durante o período de inverno, manteve a estimativa de 766,7 mil toneladas, o mesmo volume registrado em janeiro.
Em comparação ao ano anterior, espera-se uma retração de 0,8%. Essa queda é atribuída a uma redução tanto na área plantada quanto no rendimento médio das lavouras. Os destaques desta etapa de produção são os estados de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso.
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