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Brasil deve colher maior safra da história com 353,4 milhões de toneladas

Levantamento da Conab indica novo recorde para o ciclo 2025/26; produção de soja e área de plantio impulsionam o crescimento no país

VIVIANE TAGUCHI

13/03/2026 • 11:21 • Atualizado em 13/03/2026 • 11:21

Soja lidera os cultivos em todas as regiões do Brasil na atual safra

Soja lidera os cultivos em todas as regiões do Brasil na atual safra

Seagri/BA

Resumo

Projeção oficial do governo indica que o Brasil terá a maior safra da história, com 353,4 milhões de toneladas, puxada principalmente pela soja, que deve alcançar produção recorde de 177,8 milhões de toneladas, mesmo diante de desafios climáticos como excesso de chuvas e irregularidade de precipitações em regiões produtoras.

Volume total de grãos representa crescimento de 0,3% em relação ao ciclo anterior, sustentado pelo aumento de 1,7% na área plantada, enquanto a colheita de soja já atingiu 50,6% da área semeada e as exportações do grão podem chegar a 114,39 milhões de toneladas em 2026, maior patamar já registrado.

Excesso de chuva atrasou o plantio do milho safrinha, estimado em 108,4 milhões de toneladas, levando o total anual de milho a 138,3 milhões de toneladas; produção de arroz deve cair 12,4%, feijão terá colheita de 2,9 milhões de toneladas suficiente para – abastecimento nacional e algodão encerra plantio com expectativa de 3,8 milhões de toneladas de pluma.

O Brasil deve colher a maior safra da história nesta safra, com aproximadamente 353,4 milhões de toneladas, indica a projeção oficial do governo, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (13). A soja continua sendo o principal produto cultivado no Brasil.

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De acordo com a Conab, esse volume representa um crescimento de 0,3% em relação à safra anterior e o avanço é sustentado pelo aumento de 1,7% na área de plantio, que deve chegar a 83,2 milhões de hectares. A produtividade média nacional está projetada em 4.250 quilos por hectare.

A soja continua como o principal motor do agronegócio brasileiro e a expectativa é que a produção da oleaginosa atinja 177,8 milhões de toneladas, um novo patamar máximo para a cultura no país. Até o momento, os agricultores já colheram 50,6% da área semeada. O desempenho ocorre mesmo após um mês de fevereiro marcado por desafios climáticos, como o excesso de chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, e a irregularidade de precipitações no Rio Grande do Sul.

Com a colheita recorde, a Conab projeta que as exportações de soja em 2026 chegam a 114,39 milhões de toneladas. Esse volume, se confirmado, será o maior já registrado nas vendas ao mercado externo.

Milho e arroz e os impactos do clima

O excesso de chuva que dificultou a colheita da soja atrasou o plantio do milho segunda safra (conhecido como safrinha). Por causa disso, estados como Goiás e Minas Gerais indicam uma redução na área destinada ao cereal.

A estimativa para a segunda safra de milho é de 108,4 milhões de toneladas. Somando as três etapas de cultivo do grão ao longo do ano, o Brasil deve produzir 138,3 milhões de toneladas de milho nesta temporada.

No caso do arroz, a produção deve recuar 12,4%, totalizando 11,2 milhões de toneladas. A queda é explicada pela menor área plantada. Apesar disso, o Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, registra boas condições de sanidade nas plantas.

Para o feijão, a colheita total está estimada em 2,9 milhões de toneladas. Embora o número seja 4,7% inferior ao ciclo passado, a Conab garante que o volume é suficiente para assegurar o abastecimento da mesa dos brasileiros.

Já o algodão encerrou sua fase de plantio com uma produção de pluma estimada em 3,8 milhões de toneladas. O setor agora monitora o desenvolvimento vegetativo das plantas no campo para confirmar os números finais da temporada.