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Senado aprova teor mínimo de cacau em chocolates; texto segue para sanção

Proposta de Zequinha Marinho define padrões de qualidade, amplia transparência ao consumidor e fortalece a cadeia produtiva nacional

Da redação
DA REDAÇÃO

16/04/2026 • 14:34 • Atualizado em 16/04/2026 • 14:34

Projeto de lei que estabelece teor mínimo de cacau em chocolates aguarda sanção de Lula

Projeto de lei que estabelece teor mínimo de cacau em chocolates aguarda sanção de Lula

Seagri/SP

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (15), em regime de urgência, o Projeto de Lei (PL 1769/2019) que estabelece percentuais mínimos de cacau em chocolates e derivados. A proposta, de autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), segue agora para a sanção do presidente da República.

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A medida visa garantir que o consumidor brasileiro tenha acesso a informações claras sobre a composição dos produtos. Além disso, o projeto busca elevar o padrão de qualidade do que é vendido no país, valorizando a produção nacional e o trabalho dos produtores rurais.

Novos parâmetros para a indústria de chocolates

O texto aprovado define critérios técnicos rigorosos para a fabricação de derivados de cacau. A principal mudança estabelece que o chocolate deve conter, no mínimo, 35% de sólidos totais de cacau.

Dentro desse percentual, o projeto exige que ao menos 18% sejam compostos por manteiga de cacau. Trata-se da gordura natural extraída da amêndoa do fruto, responsável pela textura e sabor característicos do produto.

A proposta também limita a adição de outras gorduras vegetais a, no máximo, 5% da composição total. Essas regras valem tanto para produtos fabricados no Brasil quanto para itens importados comercializados no território nacional.

Transparência e rotulagem para o consumidor

Além dos padrões de fabricação, o PL 1769/2019 impõe novas obrigações de rotulagem. As embalagens e peças publicitárias deverão informar, de maneira clara, o percentual total de cacau presente no item.

De acordo com o senador Zequinha Marinho, integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o projeto oferece segurança jurídica ao setor. “Estamos estabelecendo um padrão mínimo de qualidade, protegendo quem produz e quem consome”, afirmou o parlamentar.

O relator da matéria no Senado, Angelo Coronel (Republicanos-BA), manteve a essência do substitutivo vindo da Câmara dos Deputados. O foco central é permitir que o comprador saiba exatamente o que está adquirindo, diferenciando o chocolate real de produtos com excesso de açúcar e gorduras substitutas.

Fortalecimento da produção nacional e do pequeno produtor

A regulamentação é vista como um impulso estratégico para o agronegócio brasileiro. Atualmente, o Brasil ocupa a sexta posição no ranking mundial de produtores de cacau. Os estados da Bahia e do Pará lideram o setor, respondendo por mais de 90% da colheita nacional.

Parlamentares destacaram que a nova lei valoriza o pequeno produtor rural, que é a base da cadeia cacaueira no país. Ao exigir um teor maior de cacau na indústria, a demanda pela amêndoa nacional tende a crescer, estimulando a geração de empregos no campo.

A medida também visa reduzir a dependência de importações de subprodutos de menor qualidade. Com o consumo de chocolate presente em mais de 90% dos lares brasileiros, a expectativa é que a norma eleve a competitividade do produto brasileiro no mercado interno e externo.