Economia

Monitoramento de tráfego mostra que 16 navios passaram por Ormuz em 21 dias

Monitoramento indica fluxo reduzido, mas sem bloqueio total na principal rota de exportação de petróleo do Irã

Da redação
DA REDAÇÃO

20/03/2026 • 15:35 • Atualizado em 20/03/2026 • 15:45

Estreito de Ormuz, no Irã

Estreito de Ormuz, no Irã

REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo/File Photo

Dados de plataformas de monitoramento de tráfego marítimo indicam que apenas 16 petroleiros carregados com petróleo deixaram o Irã pelo Estreito de Ormuz nos últimos 21 dias, desde o início do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o país persa.

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Os números foram divulgados pela plataforma TankerTrackers, especializada no rastreamento de navios-tanque. Além dos 16 petroleiros que já zarparam, o serviço informa que outros seis navios estão totalmente carregados em portos iranianos, prontos para partir, mas ainda sem data de saída registrada.

Monitoramento desmente boatos de bloqueio total

Em nota, a TankerTrackers também contestou informações que circularam nesta sexta-feira afirmando que nenhum petroleiro carregado havia navegado pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas. A plataforma classificou essa versão como falsa e reforçou que há tráfego, ainda que em volume bem abaixo do habitual.

Outro serviço de rastreamento, o MarineTraffic, aponta quadro semelhante. Segundo a plataforma, o trânsito pelo Estreito de Ormuz permanece severamente restrito, com apenas quatro movimentações de embarcações registradas entre quarta-feira (18) e quinta-feira (19): três petroleiros e um navio transportador de gás natural liquefeito (GNL).

Os dados indicam que, apesar da forte redução no fluxo, não há bloqueio total da passagem, como sugerem alguns relatos. O ritmo de navegação, no entanto, segue muito abaixo do padrão histórico observado na região.

Estreito concentra fluxo vital de petróleo

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico e é considerado um dos principais gargalos estratégicos do comércio marítimo global. A passagem dá acesso ao mar aberto para grandes produtores de petróleo da região, como Irã, Iraque, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Estima-se que cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo transite pelo estreito em navios-tanque. Qualquer restrição prolongada à navegação tende a acionar alertas em governos e empresas e a ser monitorada de perto por mercados de energia.

Situações de tensão na área costumam elevar custos de frete e seguros e podem aumentar a volatilidade dos preços internacionais do barril, mesmo quando o fluxo físico não é interrompido por completo. Por isso, variações no número de embarcações que cruzam Ormuz são acompanhadas com atenção por analistas e autoridades.

Até o momento, não há sinal claro de quando o trânsito na região pode se normalizar. Enquanto isso, plataformas de monitoramento seguem divulgando, em tempo real, a movimentação dos navios para tentar reduzir a desinformação em meio ao aumento das tensões no Golfo Pérsico.

Com informações do Estadão Conteúdo