AparecidaPrev investiu R$ 40 mi no Banco Master sem aval em 2024, diz PF
A Polícia Federal apura um investimento de aproximadamente R$ 40 milhões realizado pelo AparecidaPrev em títulos e letras financeiras emitidos pelo Banco

A Polícia Federal apura um investimento de aproximadamente R$ 40 milhões realizado pelo AparecidaPrev em títulos e letras financeiras emitidos pelo Banco Master. A aplicação financeira ocorreu em 6 de junho de 2024, durante a gestão do então prefeito Vilmar Mariano.
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As informações foram tornadas públicas após a retirada do sigilo de documentos ligados ao inquérito do Caso Master pelo STF.
O aporte financeiro foi realizado de forma direta, à revelia do Conselho Municipal de Previdência. Atas de reuniões do órgão colegiado comprovam que a operação havia sido formalmente rejeitada em razão da nota de risco, o chamado rating, inferior apresentada pela instituição financeira.
Articulação e novos aportes sob suspeita
Os levantamentos conduzidos pelos investigadores apontam que a transação ocorreu por insistência de Einstein Paniago, que comandou a autarquia previdenciária municipal até o ano de 2023. Conforme as apurações, Paniago aproximou-se de Daniel Vorcaro e atuou pessoalmente para contornar as regras internas e concretizar o repasse junto à administração municipal.
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Além da quantia de R$ 40 milhões já depositada, o inquérito policial recuperou conversas que indicam a intenção de efetuar novos aportes financeiros. Os registros apontam tratativas para a aplicação de pelo menos mais R$ 10 milhões, existindo negociações em andamento que alcançavam a faixa de R$ 30 milhões adicionais.
Desdobramentos da investigação
O avanço das apurações sobre os desvios e as operações irregulares envolvendo o Banco Master tem gerado movimentações jurídicas de gestores públicos ligados aos fundos de previdência. O nome de Einstein Paniago consta formalmente na petição apresentada.
Repercussão entre políticos após queda do sigilo
A decisão gerou impacto imediato na classe política, gerando manifestações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de parlamentares e de líderes do Congresso, onde políticos reagiram ao fim do sigilo do Caso Master Além disso, o julgamento gerou bastidores intensos na Corte, com o ministro Edson Fachin pressionado a fechar sessão no STF para debater de portas fechadas a situação dos magistrados citados.
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Contratos e suspeitas envolvendo ministros do STF
Com a abertura dos documentos oficiais, relatórios da Polícia Federal detalharam pagamentos e contratos mantidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro com familiares e fundos ligados a magistrados. Entre as revelações, o contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes com o Banco Master foi divulgado, registrando honorários milionários por serviços jurídicos.
Paralelamente, os relatórios apontaram novos indícios de irregularidades envolvendo outros integrantes da Corte, uma vez que a PF apontou suspeitas sobre o ministro Dias Toffoli em transações ligadas a fundos de investimento. Em declaração pública sobre a crise, o presidente Lula afirmou que Moraes e Mendonça devem pagar se forem culpados.
Operações ilegais, inteligência paralela e fuga de Vorcaro
A apuração sobre a atuação de Daniel Vorcaro revelou uma rede paralela de proteção e contrainteligência montada em favor do banqueiro. Segundo os relatórios, um grupo de policiais recebia pagamentos para violar sistemas e monitorar adversários do empresário.
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Apurações indicam ainda que Vorcaro desconfiou de um carro da PF e acionou milicianos para investigar agentes federais, além de a PF apontar a ação de Vorcaro para recuperar a conta de uma atriz em caso no qual o PCC acabou citado.
Os investigadores registraram também que Vorcaro sabia da operação e planejou fuga para o exterior antes do cumprimento das ordens judiciais, contando com o apoio de uma servidora do MPF investigada por vazamento de dados.
Contabilidade paralela e influência em redes sociais
O mapeamento financeiro realizado pelos peritos expôs o organograma de gastos operacionais e estratégias de imagem do ex-controlador da instituição financeira.
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As planilhas apreendidas mostraram que a PF expôs gastos milionários de Daniel Vorcaro, ao mesmo tempo em que os agentes localizaram um quadro com o fluxo de caixa do Banco Master indicando movimentações suspeitas.
Para blindar a imagem do banco e atacar críticos na internet, a PF mapeou 22 influenciadores suspeitos de campanha pró-Vorcaro.
Transações financeiras com órgãos públicos e fundos de pensão
As investigações do Caso Master e os desdobramentos operacionais revelaram um rastro de aplicações e transferências irregulares de recursos públicos e privados.
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As análises demonstraram que a cúpula da supervisão do Banco Central prestava consultoria a Vorcaro, enquanto instituições públicas realizavam aportes sem o devido respaldo técnico, a exemplo do AparecidaPrev, que investiu R$ 40 milhões no Banco Master sem aval.
Além disso, auditorias apontaram que o BRB transferiu R$ 12,2 bilhões ao Banco Master por meio da aquisição de carteiras de crédito em apenas cinco meses.
Ramificações políticas e a investigação Dark Horse
Em uma frente ligada aos desdobramentos das operações de busca e apreensão da Polícia Federal, o inquérito alcançou figuras do cenário político nacional.
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A apuração que aponta o financiamento de uma produtora cinematográfica culminou no fato de que Flávio Bolsonaro passou a ser investigado pela PF no inquérito Dark Horse, que apura o uso do projeto audiovisual para a lavagem de capitais associada ao grupo financeiro.
