Política

PF expõe planilhas com gastos milionários de Daniel Vorcaro; confira

Documentos apreendidos pela Polícia Federal detalham planilhas de despesas gerais que chegam a R$ 84,6 milhões

4 min

11/09/2026 01:52 • Atualizado há 3 horas

PF expõe planilhas com gastos milionários de Daniel Vorcaro; confira

A Polícia Federal documentou, a partir da análise de conversas de WhatsApp entre o empresário Daniel Bueno Vorcaro e seu cunhado e operador financeiro Fabiano Zettel, uma série de planilhas financeiras intituladas "Despesas Gerais". Os arquivos eram compartilhados periodicamente para o controle e a autorização de pagamentos.

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As informações foram tornadas públicas após a retirada do sigilo de documentos ligados ao inquérito do Caso Master pelo STF.

As planilhas detalham despesas mensais fixas, operacionais e pessoais que variavam de R$ 6,3 milhões a R$ 6,55 milhões. Essa rubrica cobria custos relacionados a condomínios, energia elétrica, IPTU, honorários advocatícios, relações públicas internacionais e o repasse mensal destinado ao operador financeiro Felipe Mourão, conhecido como "Sicário".

Gastos com aviação, luxo e imóveis

Entre os maiores custos operacionais descritos nos registros estão as despesas volumosas com a aviação executiva, envolvendo manutenção, combustível e serviços para aeronaves como o modelo PS-FSW. Com faturas emitidas em dólar e em real por fornecedores como JSSI, Honeywell e Foreflight, os custos com os jatos oscilavam entre R$ 4,95 milhões e R$ 6 milhões em diferentes meses.

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O material apreendido também detalha o pagamento de parcelas milionárias direcionadas a galerias de arte renomadas, com compromissos que variavam de R$ 22,5 milhões a R$ 45 milhões. Os registros incluem ainda aquisições para ambientação de imóveis e reformas de alto padrão, como intervenções no apartamento localizado nos Jardins.

Comprometimentos financeiros e montantes totais

As planilhas indicam outros compromissos financeiros do grupo, como parcelamentos de impostos federais que giravam entre R$ 830 mil e R$ 2,49 milhões, além do pagamento de "naming rights" à família Geo e repasses a empresas interpostas, como a Relute.

A depender dos compromissos acumulados e das aquisições de arte e imóveis no período analisado, o montante total cobrado nas planilhas de "Despesas Gerais" variava de R$ 10,2 milhões nos meses mais brandos até R$ 84,6 milhões em períodos com pendências e parcelas acumuladas.

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Contratos e suspeitas envolvendo ministros do STF

Com a abertura dos documentos oficiais, relatórios da Polícia Federal detalharam pagamentos e contratos mantidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro com familiares e fundos ligados a magistrados. Entre as revelações, o contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes com o Banco Master foi divulgado, registrando honorários milionários por serviços jurídicos.

Paralelamente, os relatórios apontaram novos indícios de irregularidades envolvendo outros integrantes da Corte, uma vez que a PF apontou suspeitas sobre o ministro Dias Toffoli em transações ligadas a fundos de investimento. Em declaração pública sobre a crise, o presidente Lula afirmou que Moraes e Mendonça devem pagar se forem culpados.

Operações ilegais, inteligência paralela e fuga de Vorcaro

A apuração sobre a atuação de Daniel Vorcaro revelou uma rede paralela de proteção e contrainteligência montada em favor do banqueiro. Segundo os relatórios, um grupo de policiais recebia pagamentos para violar sistemas e monitorar adversários do empresário.

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Apurações indicam ainda que Vorcaro desconfiou de um carro da PF e acionou milicianos para investigar agentes federais, além de a PF apontar a ação de Vorcaro para recuperar a conta de uma atriz em caso no qual o PCC acabou citado.

Os investigadores registraram também que Vorcaro sabia da operação e planejou fuga para o exterior antes do cumprimento das ordens judiciais, contando com o apoio de uma servidora do MPF investigada por vazamento de dados.

Transações financeiras com órgãos públicos e fundos de pensão

As investigações do Caso Master e os desdobramentos operacionais revelaram um rastro de aplicações e transferências irregulares de recursos públicos e privados.

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As análises demonstraram que a cúpula da supervisão do Banco Central prestava consultoria a Vorcaro, enquanto instituições públicas realizavam aportes sem o devido respaldo técnico, a exemplo do AparecidaPrev, que investiu R$ 40 milhões no Banco Master sem aval.

Além disso, auditorias apontaram que o BRB transferiu R$ 12,2 bilhões ao Banco Master por meio da aquisição de carteiras de crédito em apenas cinco meses.

Ramificações políticas e a investigação Dark Horse

Em uma frente ligada aos desdobramentos das operações de busca e apreensão da Polícia Federal, o inquérito alcançou figuras do cenário político nacional.

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A apuração que aponta o financiamento de uma produtora cinematográfica culminou no fato de que Flávio Bolsonaro passou a ser investigado pela PF no inquérito Dark Horse, que apura o uso do projeto audiovisual para a lavagem de capitais associada ao grupo financeiro.

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