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Relembre as maiores brigas nos debates eleitorais

Da estreia histórica na Band em 1989 ao formato dinâmico de 2026, episódios de tensão moldaram os confrontos na TV brasileira

Da redação
DA REDAÇÃO

05/08/2026 • 09:00 • Atualizado em 05/08/2026 • 09:00

Relembre as maiores brigas nos debates eleitorais

Relembre as maiores brigas nos debates eleitorais

Reprodução/Band

Os debates eleitorais na televisão brasileira acumulam embates marcantes desde que a Band inaugurou, em 17 de julho de 1989, o primeiro confronto presidencial ao vivo.

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Às vésperas das eleições de 2026, relembre episódios que moldaram as regras atuais dos debates e como a Band pretende ter um formato mais dinâmico nos encontros deste ano.

1989: o marco dos embates antológicos na tela da Band

Na noite de 17 de julho de 1989, em plena redemocratização e com o retorno do voto direto para presidente, a Band recebeu candidatos em um debate que entrou para a história pelo pioneirismo da emissora, pela carga de tensão e pelo choque de projetos de país.

Entre os momentos mais lembrados daquele primeiro turno está o duelo entre Leonel Brizola e Ronaldo Caiado.

No púlpito, Brizola declarou que "imaginar o dr. Caiado no governo só pode ser uma piada desse país", em referência às posições do adversário. Caiado reagiu com a acusação de que o rival defendia trabalhadores no Brasil, mas mantinha recursos fora do país, afirmando que ele "aplica toda a sua verba no Uruguai" e tinha "sua grande propriedade rural" no país vizinho.

Já no segundo turno, em debate televisivo entre Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva, o clima voltou a se intensificar.

Collor afirmou que Lula merecia o prêmio de "Pinóquio da década" ao questionar o uso de jatinhos na campanha e levou ao estúdio a chamada "pasta rosa", cheia de documentos, com a intenção declarada de pressionar e desestabilizar o adversário.

Dossiês, cadeiras vazias e o "bate-boca" histórico

Nos anos seguintes, o uso de dossiês e ataques pessoais se manteve como marca de parte dos debates, o que acabou motivando ajustes na legislação eleitoral.

Em 2004, no segundo turno das eleições municipais do Rio de Janeiro, o debate promovido pela Rede Globo terminou em um bate-boca entre Jandira Feghali e Cesar Maia.

Na ocasião, Jandira acusou o então prefeito de ter "comprado" uma pesquisa em 1996, citando trechos de um livro publicado por Maia em 1998. O prefeito rebateu dizendo que o verbo comprar se referia apenas à contratação regular dos serviços de instituto de pesquisa.

Dois anos depois, em 2006, a ausência de Lula no primeiro turno da disputa presidencial gerou uma das imagens mais marcantes da cobertura eleitoral: a cadeira vazia mantida pela Rede Globo no estúdio.

Os adversários Geraldo Alckmin, Heloísa Helena e Cristovam Buarque formularam perguntas e direcionaram críticas ao assento sem ocupante.

Em 2022, a forte polarização entre Lula e Jair Bolsonaro levou as emissoras a adotar regras rígidas de segurança. No debate decisivo do segundo turno, por exemplo, os candidatos receberam orientações claras sobre o comportamento no palco e ficaram expressamente proibidos de encostar um no outro, para reduzir o risco de confronto físico e manter o foco nas propostas.

Já em 2024, a disputa pela prefeitura de São Paulo também foi palco para um dos embates mais marcantes da TV brasileira. Durante debate da TV Cultura, o candidato Pablo Marçal (PRTB) levou uma cadeirada de José Luiz Datena (PSDB) após ser questionado sobre caso de assédio sexual envolvendo o ex-apresentador, que afirmou ter sido arquivado.

O calendário da temporada de debates na Band

Em 2026, a Band mantém a tradição de abrir a temporada de debates e organiza os eventos com formatos pensados para garantir dinamismo e utilidade para o eleitor. As datas dos encontros são:

Para evitar discussões engessadas, as regras da Band em 2026 priorizam a liberdade de expressão e a gestão de tempo pelos próprios candidatos.

Quem pergunta, seja adversário ou jornalista, terá até 1 minuto. Já o candidato interpelado receberá um bloco de 4 minutos, que poderá distribuir livremente entre resposta e tréplica, o que tende a deixar o confronto mais fluido e destacar a capacidade de argumentação de cada presidenciável.

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