Saúde

Risco de pancreatite aguda assusta usuários de canetas emagrecedoras; saiba

Conforme dados do Google Trends, interesse pelo termo teve pico expressivo no início de 2026; pesquisas associam doença a medicamentos como o Mounjaro

Da redação
DA REDAÇÃO

24/02/2026 • 15:30 • Atualizado em 24/02/2026 • 15:30

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As buscas por “pancreatite” registraram aumento no Brasil ao longo do último ano, com um pico expressivo no início de 2026. Conforme dados do Google Trends, o interesse pelo termo, que se manteve relativamente estável durante a maior parte do período, mas saltou, alcançando o maior nível da série analisada.

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De acordo com o Google Trends, até então as pesquisas oscilavam moderadamente, mas apresentaram disparada repentina, seguida de leve recuo — ainda assim acima da média anterior. O movimento indica um aumento significativo da curiosidade e da preocupação dos brasileiros com a doença, uma inflamação do pâncreas que pode variar de quadros leves a casos graves.

Veja o gráfico na íntegra:

Canetas emagrecedoras puxam buscas

O próprio detalhamento do Google Trends mostra que o crescimento nas buscas está diretamente ligado às chamadas “canetas emagrecedoras”. Entre as consultas em alta, conforme dados do Google Trends, aparecem termos como “pancreatite aguda mounjaro”, “tirzepatida”, “mounjaro pode causar pancreatite”, “mounjaro pancreatite aguda” e “pancreatite mounjaro”, todos classificados como de “grande aumento”.

Ainda segundo o Google Trends, algumas dessas pesquisas registraram crescimento superior a 2.700% no período analisado, indicando que o debate sobre possíveis efeitos adversos desses medicamentos impulsionou o interesse pela doença.

Medicamentos como o Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, vêm sendo amplamente utilizados para tratamento de diabetes tipo 2 e, mais recentemente, para emagrecimento. O uso crescente — inclusive fora das indicações originais — tem ampliado a discussão sobre riscos e efeitos colaterais.

Alertas internacionais e da Anvisa

O aumento nas buscas ocorre em meio a alertas regulatórios. No Reino Unido, a agência reguladora de medicamentos reforçou a necessidade de monitoramento de casos suspeitos de pancreatite em pacientes que utilizam medicamentos à base de agonistas de GLP-1 e GIP/GLP-1, como a tirzepatida.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também já alertou que medicamentos dessa classe podem apresentar, entre os efeitos adversos raros, o risco de pancreatite. A recomendação é que pacientes suspendam o uso e procurem atendimento médico imediato caso apresentem sintomas como dor abdominal intensa e persistente, náuseas e vômitos.

Embora ainda não haja confirmação definitiva de que os medicamentos causem pancreatite, as bulas citam a doença como um efeito colateral raro. Especialistas alertam que o uso deve ser feito apenas com prescrição médica e acompanhamento regular.

Sintomas também estão entre os termos mais buscados

Conforme dados do Google Trends, além das associações com medicamentos, os brasileiros também pesquisaram termos como “sintomas pancreatite”, “pancreatite sintomas”, “pancreatite aguda” e “o que é pancreatite”. Essas consultas figuram entre as mais frequentes no período analisado.

De acordo com o Google Trends, a combinação entre dúvidas sobre sintomas e o interesse crescente por medicamentos para emagrecimento sugere que parte dos usuários buscava informações após exposição a notícias, relatos ou alertas envolvendo possíveis efeitos colaterais.

O que é pancreatite?

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas que pode ocorrer de forma aguda ou crônica. Entre as causas mais comuns estão cálculos biliares e consumo excessivo de álcool, mas medicamentos também podem estar entre os fatores desencadeantes.

Os principais sintomas incluem dor abdominal intensa, geralmente na parte superior do abdômen e que pode irradiar para as costas, além de náuseas, vômitos e febre. Em casos graves, a condição pode levar a complicações sistêmicas.

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