Saúde

Surto de Ebola deve durar mais dois meses, afirma representante da OMS

Organização declarou situação como emergência internacional

Da redação
DA REDAÇÃO

19/05/2026 • 10:46 • Atualizado em 19/05/2026 • 16:20

OMS mostra preocupação com surto de Ebola

OMS mostra preocupação com surto de Ebola

Divulgação/MSF

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, voltou a demonstrar preocupação com o atual surto de Ebola na República Democrática do Congo. Anne Ancia, representante do órgão que acompanha a situação de perto no país, disse que a situação deve se estender por mais de dois meses.

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Durante uma assembleia da OMS, Adhanom informou que há pelo menos 500 casos suspeitos no país e 130 mortes suspeitas. 30 casos foram confirmados na província de Ituri. Além disso, um cidadão norte-americano testou positivo e foi transferido para a Alemanha.

“Estes números vão mudar conforme as operações de campo estão evoluindo, o que inclui reforço do monitoramento, rastreamento de contatos e testes de laboratório”, ressaltou o especialista a outros membros da OMS durante uma reunião em Genebra.

A OMS declarou o atual surto de Ebola como uma emergência internacional.

O que mais preocupa as autoridades sanitárias é a identificação da variante Bundibugyo. Diferente da cepa Zaire, que possui imunizantes eficazes, não existe uma vacina ou tratamento específico aprovado para esta linhagem rara do vírus, o que torna o bloqueio da transmissão um desafio logístico e científico.

Quais são os sintomas do ebola?

O Ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras doenças tropicais, o que retarda o diagnóstico:

  • Febre repentina e intensa;
  • Fraqueza extrema e dores musculares;
  • Dor de garganta e de cabeça;
  • Vômitos e diarreia;
  • Em estágios avançados, podem ocorrer hemorragias internas e externas.

A OMS recomenda que viajantes evitem áreas de floresta tropical e o contato com animais silvestres nas regiões afetadas. No Brasil, o Ministério da Saúde monitora a situação, mas ressalta que o risco de disseminação no território nacional é considerado baixo neste momento.

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