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Governo dos EUA após operação na Venezuela: ‘Este é nosso hemisfério’

Publicação está acompanhada de uma foto de Donald Trump em preto e branco com a frase ‘este é nosso hemisfério’. A palavra ‘nosso’ está destacada em vermelho na imagem

Da redação
DA REDAÇÃO

06/01/2026 • 07:39 • Atualizado em 06/01/2026 • 07:39

Publicação do Departamento de Estado dos EUA

Publicação do Departamento de Estado dos EUA

Reprodução/X/StateDept

O Departamento de Estado dos Estados Unidos usou as redes sociais nesta segunda-feira (5) para publicar uma foto do presidente Donald Trump com a frase “este é nosso hemisfério”, após operação na Venezuela que capturou o ditador Nicolás Maduro.

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A publicação está acompanhada de uma foto de Donald Trump em preto e branco com a frase “este é nosso hemisfério”. A palavra “nosso” está destacada em vermelho na imagem.

“Este é o nosso hemisfério, e o presidente Trump não permitirá que nossa segurança seja ameaçada”, declarou o Departamento de Estado nas redes sociais. O mesmo texto também foi publicado em espanhol.

A postagem está acompanhada de um artigo da Casa Branca, que cita a participação do secretário Marco Rubio em diversos programas de notícias para discutir a operação que capturou Nicolás Maduro.

Conforme a Casa Branca, Rubio enfatizou o compromisso inabalável de Donald Trump em impedir que o Hemisfério Ocidental se torne um refúgio para narcotraficantes, grupos apoiados pelo Irã ou regimes hostis que ameacem a segurança nacional dos Estados Unidos.

“Este é o Hemisfério Ocidental. É aqui que vivemos, e não vamos permitir que o Hemisfério Ocidental seja uma base de operações para adversários, concorrentes e rivais dos Estados Unidos”, disse Rubio.

Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania

Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.

Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.

O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano. Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA.

Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA. Trump declarou ainda que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.

Na Venezuela, a captura do presidente aprofundou a instabilidade política e econômica. Houve corrida a mercados, e setores da oposição, representados pela líder da oposição, María Corina, passaram a defender uma transição de poder, enquanto cresce a incerteza sobre a condução do país.

A operação recebeu apoio de aliados do governo Trump. O vice-presidente americano afirmou que os ataques se justificam por um suposto “roubo de petróleo” por parte do regime venezuelano.

Em reação, líderes internacionais criticaram a ofensiva. A Rússia condenou a ação e classificou a operação como uma agressão armada.

No Brasil, o governo Lula criticou duramente a ofensiva, afirmando que a captura de um chefe de Estado estrangeiro ultrapassa os limites do direito internacional. O país elevou o nível de alerta militar no Norte, embora o Itamaraty tenha informado que a situação na fronteira segue normal.

Analistas avaliam que a ofensiva dos EUA contra a Venezuela representa uma escalada sem precedentes e pode redefinir o equilíbrio político na América Latina.