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Ondas de calor elevam preços de hortaliças em 14% nas últimas semanas

Nova massa de ar quente deve atingir picos de 40°C nas regiões Sudeste e Centro-Oeste na segunda quinzena do mês; nova onda de calor chega domingo (25)

VIVIANE TAGUCHI

22/01/2026 • 19:29 • Atualizado em 22/01/2026 • 19:29

Hortaliças são sensíveis ao calor excessivo e podem ficar mais caras

Hortaliças são sensíveis ao calor excessivo e podem ficar mais caras

Wenderson Araujo/Trilux

Resumo

O Brasil enfrenta temperaturas acima da média em janeiro de 2026, com uma nova onda de calor prevista para a segunda quinzena do mês, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, impulsionada pelo fim da Zona de Convergência do Atlântico Sul e pelo fortalecimento de um sistema de alta pressão, o que já causa aumento nos preços de hortaliças e frutas devido ao estresse térmico nas lavouras.

Os consumidores sentem os efeitos desse clima adverso com altas generalizadas nos preços de alimentos, segundo a Conab, como batata, cebola e tomate, cujos aumentos refletem o clima instável desde dezembro, e o setor financeiro projeta reaceleração da inflação de alimentos para 5,1% em 2026, pressionada também por fatores cambiais.

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê temperaturas até 1°C acima da média histórica na maior parte do país, com picos de quase 40°C em algumas regiões e contrastes regionais, como alívio temporário no Sul e calor persistente no Norte e Nordeste, enquanto os impactos da onda de calor sobre a safra de grãos ainda não são totalmente conhecidos, mas há preocupação com possíveis perdas em culturas como soja e milho.

O Brasil enfrenta um cenário de temperaturas acima da média em janeiro de 2026, com a previsão de uma nova onda de calor ganhando força na segunda quinzena do mês, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. O fenômeno é impulsionado pelo fim da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e pela configuração de um sistema de alta pressão que favorece o aquecimento extremo. Os reflexos nos preços dos alimentos já são visíveis no aumento de hortaliças e frutas devido ao estresse térmico, que reduz a produtividade e a qualidade dos produtos sensíveis.

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Os efeitos do clima adverso já chegaram ao bolso do consumidor. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), houve uma alta generalizada no preço de hortaliças nas Centrais de Abastecimento (Ceasas). A batata, por exemplo, registrou aumento de 14,18% em algumas capitais, refletindo o clima instável desde dezembro. Além da batata, cebola e tomate também apresentam tendência de alta.

Analistas do setor financeiro, como Itaú e XP, projetam uma reaceleração da inflação de alimentos para 5,1% em 2026. Este movimento é impulsionado tanto por fatores climáticos quanto por questões cambiais, que pressionam os custos de produção no campo.

Previsão meteorológica e contrastes regionais

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as temperaturas médias devem ficar até 1°C acima da média histórica em grande parte do país. Picos próximos de 40°C são esperados no Sertão nordestino e no interior do Sudeste. Modelos meteorológicos indicam que o período de calor mais intenso começará entre os dias 11 e 14 de janeiro, com foco em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, após a passagem de uma frente fria.

O cenário nacional é marcado por contrastes acentuados. Enquanto o Sul do país teve alívio temporário com frentes frias na primeira semana do ano, o Norte e o Nordeste mantêm um padrão de calor persistente. Especialistas apontam que este padrão de calor extremo é exacerbado pelo aquecimento global e por um cenário de neutralidade climática.

Incertezas na safra de grãos

Apesar do impacto imediato nos hortifrútis, ainda há um vácuo de informação sobre os danos específicos desta onda de calor na safra de grãos 2025/26. Culturas como soja e milho estão em fases críticas de desenvolvimento em diversos municípios, mas dados consolidados da Conab sobre perdas de produtividade em nível municipal costumam ser atualizados mensalmente.

O setor segue em alerta, uma vez que o estresse térmico prolongado pode comprometer o enchimento de grãos e reduzir o rendimento final das lavouras.

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